Aluno fraudou cota racial pra entrar no curso de Medicia da Unirio. Agora, ele vai ter que pagar R$ 720,00

Um estudante de medicina da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) terá que pagar R$ 720 mil por ter ocupado indevidamente uma vaga destinada a cotas raciais. O ingresso irregular ocorreu em 2016, quando o aluno utilizou a cota para pretos, pardos ou indígenas sem preencher os requisitos exigidos no edital.

ACORDO COM O MINISTÉRIO PÚBLICO

  • O caso foi resolvido por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado na última terça-feira (12) entre o Ministério Público Federal (MPF), a Unirio e o estudante.
  • A multa de R$ 720 mil será dividida em 100 parcelas mensais de R$ 7,2 mil.
  • O aluno também deverá participar obrigatoriamente de um curso de letramento racial ministrado pela instituição.
  • Os recursos da multa serão revertidos em bolsas de estudos para universitários negros do curso de medicina da Unirio e em programas educativos de combate ao racismo estrutural.

HISTÓRICO DE REPARAÇÕES

  • Este é o terceiro acordo desse tipo celebrado na universidade como parte de uma atuação do MPF para corrigir distorções na política de ações afirmativas.
  • Com a assinatura do novo termo, o valor total arrecadado pelo órgão ultrapassa a marca de R$ 2 milhões.
  • Os outros dois casos recentes também envolveram alunos de medicina, que receberam a mesma punição financeira e a exigência do curso de letramento.

MUDANÇAS NO CORPO DOCENTE

O MPF também levantou que a Unirio possui um déficit histórico de pessoas negras em seu quadro de professores. Para tentar solucionar o problema, a universidade reservou 35% das vagas dos próximos concursos para candidatos negros até que a lacuna seja reparada. A instituição se comprometeu a adotar seleções unificadas, impedindo o fracionamento de editais que prejudicava a execução das ações afirmativas. 

Fonte: https://www.instagram.com/p/DYVPI18plIq/?igsh=MTN3aWhvNDA2b25nMg==